Sem maiores pretensões - Genivaldo Filho

Frete Grátis
Código: RAR2PMGYY
R$ 39,00 R$ 30,00
até 12x de R$ 2,50 sem juros
Comprar Estoque: Disponível
    • 1x de R$ 30,00 sem juros
    • 2x de R$ 15,00 sem juros
    • 3x de R$ 10,00 sem juros
    • 4x de R$ 7,50 sem juros
    • 5x de R$ 6,00 sem juros
    • 6x de R$ 5,00 sem juros
    • 7x de R$ 4,28 sem juros
    • 8x de R$ 3,75 sem juros
    • 9x de R$ 3,33 sem juros
    • 10x de R$ 3,00 sem juros
    • 11x de R$ 2,72 sem juros
    • 12x de R$ 2,50 sem juros
* Este prazo de entrega está considerando a disponibilidade do produto + prazo de entrega.

Prazer em conhecê-lo (a), sou Genivaldo Filho, de Aracaju-Se, nasci em 04 de março de 1989 e espero que goste de fazer essa leitura. Meu primeiro contato com a poesia foi durante o 2º semestre letivo de 2002, ano em que cursei a 7ª série do Ensino Fundamental na Escola Estadual 24 de Outubro. Naquele semestre a professora de Língua Portuguesa e Redação – Professora Marleide – solicitou como critério avaliativo principal para 4ª unidade, a produção de um “pequeno” poema que deveria ser feito individualmente e entregue a ela no prazo de 01 mês. De imediato externei minha insatisfação com a solicitação, pois mesmo sem nunca ter conseguido ler um poema inteiro, não suportava a ideia de escrever algum. Aquilo mexeu comigo! Disse-lhe que aquela atividade era injusta e improdutiva, argumentando que a poesia e os poemas eram muito "melosos" – e qualquer outra coisa boba que se passa na mente de um adolescente – irritada com minha audácia, Professora Marleide respondeu “ditatorialmente”: “Você vai fazer sim! Vai aprender que a poesia é boa e vai abrir seus horizontes!”. Emudeci e assisti o que restou da aula com a mente em polvorosa, voltei para casa disposto a jamais produzir aquele poema, tamanha era minha insatisfação – oriunda, é claro, dos arroubos juvenis de um adolescente de 13 anos – que sequer comuniquei aos meus pais acerca do ocorrido, estava decidido e irredutível.

No dia seguinte, meus colegas de classe estavam muito entusiasmados com seus ensaios de poesia, vi tantas rimas e tantas tentativas de rimar o improvável e o impossível que fiquei ainda mais indignado com tudo aquilo: as meninas pensando em rimas para seus amores platônicos, os meninos tentando escrever coisas com um toque repentista, fazendo troças com o nome de suas mães. Eu estava imerso nessa atmosfera, observando toda aquela manifestação e desejando acordar daquele pesadelo.

Os dias foram passando e minha bandeira da teimosia ainda tremulava firme e forte – coisa de um rapaz arrogante e imaturo o suficiente para compreender que certas portas não se abrem ao simples girar da maçaneta – e já se aproximava o dia de entregar o poema. Não sabia o que fazer, havia pouco mais de uma semana para a “guilhotina” e já estava ficando chato ser o único a não estar empolgado com a ideia da famigerada poesia. Senti-me excluído e a essa altura minha irredutibilidade já minguara, intimamente desejava fazer parte daquele movimento que unia meus colegas, a ponto de perderem a hora sacra do recreio para ficar tagarelando as miudezas de seus poemas.

Relutei por mais uns dias e na madrugada que antecedeu o dia "D" resolvi por volta das 01h e 30min da madrugada tentar escrever o tal poema. Um turbilhão de ideias em minha mente, rimas, versos... Trechinhos cheios de sonoridade...  Gozações. Pensei em várias formas de externar a quantidade de possibilidades que fervilhavam em minha mente. Por volta das 05h é que fui terminar, fiz um poema chamado Maria, Helena e Carol – que não está entre esses aqui publicados, pelo simples fato de que não disponho dele na íntegra –. Fiquei maravilhado com aquilo, a sensação prazerosa de concluir algo, mais ainda de escrever um poema, apesar de levar uma tremenda bronca dos meus pais por ter passado a noite em claro.

Às 16h Professora Marleide entrou na sala, sentou-se soberana em sua cadeira e aproximou o birô para perto de si, cumprimentou a todos e começou a fazer a chamada. Em seguida, solicitou para o meu desespero que nos dispuséssemos em círculo e por ordem alfabética cada aluno recitaria seu poema. Aquele momento foi tenso: um misto de misticismo e nervosismo a cada poema que era recitado com as rubras bochechas e as mãos trêmulas dos meus colegas, em breve seria o próximo e havia em minha espera o pesar de uma eternidade.

Minha vez! Tremi, soei frio, suspirei e como um raio, disparei os versos de minhas três meninas, com minha voz camaleônica de um rapaz na puberdade. Professora Marleide fitava-me com a expressão serena e o cenho franzido, quando concluí, meus colegas voltaram os olhos para mim, a professora disse absoluta: “Excelente! E você que dizia que era um absurdo escrever poesia me surpreendeu.”.

A partir daquele dia, descobri em mim tudo o que havia de mais belo e bestial, tudo o que me dava condições de fugir do mundo real e criar infinitas dimensões e universos, para retornar ao mundo real com as armas corretas para enfrentar as adversidades.

Sempre gostei de ler, sempre escrevi também, mas nunca me inclinei à poesia, pois pensava que a poesia era para os amantes incorrigíveis, aqueles que sofrem de amor e por amar sofrem. A ideia do Amor sempre me foi fascinante, muitos dos poemas que escrevo falam do Amor, creio que a única coisa real que temos na vida é o Amor, pois só ele é capaz de nos motivar ao alcance das maiores conquistas e só a ausência dele pode nos levar aos mais cruéis algozes e aos maiores infortúnios que se pode pensar.

 

Genivaldo Filho

R$ 39,00 R$ 30,00
até 12x de R$ 2,50 sem juros
Comprar Estoque: Disponível
Pague com
  • PagSeguro
Selos
  • Site Seguro

Emerson Maciel Santos - CPF: 015.231.105-03 © Todos os direitos reservados. 2018